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quarta-feira, 11 de junho de 2014

O Enredo da Experimentação no Livro Didático: construção de conhecimentos ou reprodução de teorias e verdades científicas?

Periódico: Revista Ensaio
Publicação: Volume 15, numero 2,  maio-agosto 2013, p. 155-167
Titulo do artigo: O Enredo Da Experimentação No Livro Didático: Construção De  Conhecimentos Ou Reprodução De Teorias E Verdades Científicas?

Autor: Roque Ismael da Costa Güllich, Lenice Heloísa de Arruda Silva 

RESUMO:
Este trabalho buscou avançar na discussão das interfaces que o livro didático exerce na produção conceitual de práticas pedagógicas, de ideologias e na produção de sentido nas ciências e em seu ensino. Para tal, utilizou-se a pesquisa qualitativa com análise documental, a fim de analisar conteúdos organizados por meio de uma categorização temática. Foram analisados dez livros didáticos de Ciências de diferentes séries, autores e coleções, em uso e catalogados no Banco do Livro de escolas públicas de Dourados , Mato Grosso do Sul. Na maior parte dos livros analisados ficou clara a presença de uma visão de ciência reproducionista, o que pode ser expresso pela freqüência de 9:10. Tal fato permite uma compreensão de que os livros têm propiciado a reprodução de verdades científicas, e com isso acabam comprometendo a construção do conhecimento científico na escola. Evidenciou-se, também, que o discurso que o conteúdo apresenta é modo autoritário, fortalece a visão simplista de docência e o positivismo lógico como concepção de ciência. A conclusão remete à necessidade de repensar os modos de produção de ensino em Ciências, além de um exame das políticas públicas e a reflexão na-ação docente por meio da discussão efetiva acerca do livro didático nos programas de formação inicial e continuada.

Palavras-chave: Livro didático. Formação de professores. Ensino de Ciências

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social.

Periódico: Revista Brasileira de Educação
Publicação: 2003 - Volume s/v, número 22
Titulo do artigo:
Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social.
Autor:
CHASSOT, Attico.

Resumo
Partindo de uma caracterização da escola - um cenário recentemente modificado - se analisa o ensino de ciência na mesma, generalizando-se as observações para os diferentes níveis da escolarização formal. Apresenta-se a ciência como uma linguagem para a descrição e compreensão do mundo natural. Uma releitura de Barthes é apoio para essa definição de ciência. Defende-se que a alfabetização científica - um analfabeto científico é aquele que não sabe ler a linguagem em que está escrita a natureza - possa ser responsável não apenas pela facilitação do entendimento do mundo, mas por ajudar a transformá-lo em algo melhor. A alfabetização científica é vista também como possibilidade para fazer inclusão social, sendo óbice para isso o presenteísmo (vinculação exclusiva ao presente, sem enraizamento com o passado e sem perspectivas com o futuro) e o cientificismo (crença exagerada no poder da Ciência e/ou atribuição à mesma de fazeres apenas benéficos). O dogmatismo, marcado pelo positivismo, é apresentado como uma das marcas para uma não-alfabetização científica.
Palavras-chave : alfabetização científica; ciência como linguagem; ensino de ciências; dogmatismo.

A pesquisa educacional entre conhecimentos, políticas e práticas: especificidades e desafios de uma área de saber.

Periódico: Revista Brasileira de Educação
Publicação: 2006 - Volume 11, número 31
Titulo do artigo:
A pesquisa educacional entre conhecimentos, políticas e práticas: especificidades e desafios de uma área de saber.
Autor:
CHARLOT, Bernard.

Resumo
Será que pode ser definida e construída uma disciplina específica, chamada educação ou ciências da educação? O autor apresenta três respostas possíveis. Primeira: os departamentos de educação não passam de um agrupamento administrativo de matérias interessadas pela educação. Segunda: esse próprio agrupamento gera uma especificidade das pesquisas, entre conhecimentos, políticas e práticas. A terceira resposta consiste em apostar em uma disciplina específica. Nessa última perspectiva, são analisados sete tipos de discursos atuais sobre educação: espontâneo, dos práticos, dos antipedagogos, da pedagogia, das ciências humanas, dos militantes e das instituições internacionais. Nesse campo já saturado de discursos, qual lugar para um discurso científico específico? Para responder a essa pergunta, o autor apresenta algumas propostas teóricas e práticas.
Palavras-chave : educação; ciências da educação; pesquisa em educação.
 
Link:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1413-24782006000100002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt